A Cabritinha

Numa manhã bonita, a Cabritinha saiu saltitando para procurar a grama mais docinha do campo. O céu estava de um azul lindo lá em cima, mas ela nem olhou para ele. O rio cantarolava ali pertinho, mas a Cabritinha não parou para ouvir a sua canção.
Um passarinho a cumprimentou lá do galho:
: Olá, Cabritinha! Tudo bem?
Mas a Cabritinha não respondeu. Seguiu em frente, com os olhos grudados no chão, procurando só a grama mais doce.
E, quanto mais andava, mais ela se afastava da Mamãe Cabra, sem nem perceber.
Até que, do outro lado da ponte, a Cabritinha encontrou a grama mais docinha de todas. Comeu, comeu e comeu, tão distraída que nem viu como tinha ido parar longe de casa. De tão cansada e satisfeita, deitou na relva macia e adormeceu.
Enquanto isso, a Mamãe Cabra procurava a filhinha por toda parte, com o coração apertado.
: Cabritinha, onde você está?: balia ela, aflita.
Procurou no milharal, mas a Cabritinha não estava lá. Correu até o rio, mas também não a encontrou. A Mamãe Cabra já não sabia mais o que fazer.
Foi então que o passarinho voou até ela e cantou:
: Não se preocupe, Mamãe Cabra! A Cabritinha está dormindo na grama doce, bem do outro lado da ponte.
A Mamãe Cabra atravessou a ponte depressa e, aliviada, encontrou a filhinha dormindo em paz.
: Acorde, Cabritinha: chamou ela, com muito carinho.: Você se perdeu de mim! Fiquei tão preocupada…
A Cabritinha abriu os olhinhos, espreguiçou-se e disse, sonolenta:
: Perdida? Que nada, mamãe… Eu estive aqui o tempo todo!
A Mamãe Cabra riu e a abraçou. Dali em diante, sempre que saía para pastar, a Cabritinha ficava de olho na mamãe: e nunca mais se esquecia de escutar o passarinho, o rio e o céu pelo caminho.
Moral da História
Quando ficamos distraídos só com o que queremos, sem prestar atenção em volta, acabamos nos afastando de quem cuida de nós. Andar de olho em quem amamos deixa toda aventura mais segura e feliz.