A Bicharada de Maddy Moona

Meu nome é Maddy Moona e hoje eu faço cinco aninhos! O papai me prometeu um bicho de estimação de verdade: com pelo, com pena, com o que for! Ele disse que a gente pode viajar o mundo inteiro, da Índia até o Nepal, até encontrar o bicho perfeito. E eu já sei bem qual eu quero… ou será que sei?
Primeiro, pensei num elefante enorme! Ia levá-lo para a escola, todo faceiro, enquanto meu irmão Billy vinha atrás, a pé. Mas… e se o meu elefante pegasse um resfriado? Imagina só o espirro! Não existe lenço no mundo que dê conta de tanto ranho. Ai, que nojo! Melhor não.
Aí pensei num crocodilo do Nilo, mandado direto pelos faraós. Ia chamá-lo de Tut, dar sopinha, cenoura e até sorvete. Ele moraria na banheira e eu escovaria os seus dentes brilhantes. Mas… escovar aquele montão de dentes ia levar horas e horas! Que canseira. Melhor não.
Que tal dois porcos-espinhos, para brincar de polícia e ladrão? Com os espinhos, eles roubariam docinhos e seriam a minha turminha de aventuras. Mas… e se, sem querer, me espetassem? Ai! Melhor mudar de ideia.
Já sei: um gambá punk, o bicho mais fedorento da Terra! Ia ser o rei da bagunça. Mas… e se ninguém me deixasse entrar na lojinha depois que ele soltasse aquele bafo? Puxa. Melhor não.
Então imaginei um rinoceronte, com chifres e patas enormes, forte como um tanque! Billy nunca mais me seguiria. Mas… e se ele se assustasse e saísse correndo pela sala? Crash! Bum! Lá se iam todos os pratos, e eu ficaria de castigo até virar vovó. Melhor não.
Precisava de um bicho que desse um susto no Billy: um leão, com garra, dente e rugidão! Mas… um leão tem uma fome gigante, e o Billy é só ossinho e joelho. E se ele resolvesse me provar também? Ui, melhor não!
O papai disse que era para escolher um bicho fofo, de abraçar. Uma jiboia, quem sabe? Mas… ela aperta forte demais! Eu nem conseguiria respirar de tanto “carinho”. Melhor não.
Uma girafa, então, alta e elegante? Eu escorregaria pelo pescoção dela como num escorrega! Mas… ela tem mais de dois metros, e o teto da nossa casa é baixinho. Ia ser só dor no pescoço. Melhor não!
Ai, ai, ai! Nenhum desses bichos malucos servia para mim de verdade. Eu queria um amigo de aventuras e de lambidas, um companheiro para todas as horas…
E então eu percebi: já sei qual é! Um cachorro de verdade! O meu Bandit tem o latido mais alegre da rua e é o mais veloz de todo o quintal. Nada nos separa: nem o Billy, nem a hora de dormir. Eu amo o meu Bandit. Ele é, sem dúvida nenhuma, o meu melhor amigo!
Moral da História
Às vezes ficamos sonhando com coisas mirabolantes e distantes, mas a maior alegria costuma estar bem pertinho de nós. O amigo perfeito é aquele que combina com o nosso jeito e cabe no nosso coração.