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A Árvore de Natal Mágica

Capa do livro de histórias Colorir e Desenhar

Conforme o Natal se aproximava, a floresta ficava toda animada. Os animais corriam de um lado para o outro, preparando-se para o grande dia, enquanto a neve caía de mansinho, cobrindo o chão com uma manta branca e macia.

No meio da floresta, havia uma árvore muito especial. Ela era alta e majestosa, com galhos que pareciam querer tocar o céu. Mas o que a tornava mágica era o seu segredo: todos os anos, a árvore de Natal perguntava a quem se aproximava qual era o seu bem mais precioso. E, em troca daquilo que a pessoa oferecesse com o coração, a árvore dava algo muito especial.

Um dia, uma menininha chegou pertinho. Ela carregava um bonequinho de elfo que tinha feito com as próprias mãos.

: Qual é o seu bem mais precioso, querida?: perguntou a árvore.

A menina olhou para a árvore, que estava sem nenhum enfeite, e sentiu pena dela. Então, sem hesitar, tirou o seu bonequinho e disse:

: É este elfinho. Eu mesma fiz. Pode ficar com ele, para te enfeitar.

E pendurou o brinquedo num galho. Naquele instante, sentiu um calorzinho gostoso no coração. Quando voltou para casa, teve uma surpresa: a sua casa estava cheia de brinquedos! A árvore mágica a recompensou por ter dividido, de coração, o seu bem mais precioso.

Outro dia, uma senhora de idade se aproximou, segurando a foto do seu filho, de quem sentia muita saudade, pois estava longe havia muitos anos.

: Qual é o seu bem mais precioso, querida?: perguntou a árvore.

: É esta foto do meu filho: disse a senhora, com os olhos marejados.: Faz tanto tempo que eu queria revê-lo.

: Pendure-a em mim: disse a árvore, com doçura.

A senhora obedeceu e sentiu no peito um brilho de esperança. Quando chegou em casa, mal pôde acreditar: o seu filho tão querido estava lá, esperando por ela! A árvore mágica os havia reunido de novo.

Mas nem todos foram sinceros com a árvore. Um dia, um rapaz chegou. No fundo, o seu bem mais precioso era um bilhetinho carinhoso que uma menina de quem ele gostava havia lhe dado. Só que ele ficou com vergonha de admitir os seus sentimentos. Então, em vez de contar a verdade, ofereceu à árvore uma bolinha de gude qualquer, dizendo que aquilo era o que ele tinha de mais precioso.

Nesse momento, ele sentiu uma pontadinha no coração: o incômodo de não ter sido sincero. E, ao voltar para casa, nada de mágico aconteceu. Aos poucos, o rapaz entendeu a lição: por ter escondido o que realmente sentia, deixou passar a chance de algo bonito. Da próxima vez, prometeu a si mesmo, teria coragem de ser honesto: inclusive sobre os seus sentimentos.

Assim, a árvore mágica de Natal continuou a presentear, com alegria, todos aqueles que ofereciam o coração com sinceridade. E, quando enfim chegou o dia de Natal, a floresta inteira brilhava de felicidade. Os animais festejavam, e a árvore reluzia lá no meio, como um símbolo da magia e do encanto daquela época tão especial.

Moral da História

A honestidade e a generosidade abrem as portas das melhores surpresas. Quando somos sinceros: inclusive sobre aquilo que sentimos: e dividimos o que temos de mais precioso, a vida costuma nos recompensar com alegrias ainda maiores.